sexta-feira, 9 de maio de 2014

YES! Nós temos leite... e muito!

(Arquivo pessoal Matrem)


É muito comum ouvirmos dizer que amamentar é um ato natural que não precisa ser ensinado ou conduzido... mas eu digo que "há controvérsias". 
Nem toda mãe (principalmente as de primeira viagem) tem a sorte de ter um bebê com a pega perfeita e a sucção poderosa, e por isso, é importante que ela tenha apoio. Apoio da família, do marido, de outras mulheres, de uma enfermeira, pediatra... não importa. Se houver dificuldade, é necessário saber o porquê.
A postagem de hoje é para as mamães entenderem um pouco mais do mecanismo da produção e ejeção do leite e, principalmente, para as marinheiras que acreditam não estar produzindo leite suficiente para saciar os seus bebês ou que ouviram dizer por aí coisas do tipo "seu leite pode estar fraco". AAAFFFFFFF!!!!
Em primeiríssimo lugar, nenhum leite materno é fraco! 
Entenda, ele tem 2 fases, a que mata a sede (inicial-rica em água) e a que mata a fome (final-rica em gordura), e se o seu neném não está ganhando peso, não é porque o seu leite é fraco, e sim, porque ele não está mamando de forma correta e não está chegando na parte gordinha do leite, a que realmente alimenta e sacia. 
Em segundo lugar, entendamos que a produção de leite é de acordo com a procura. Quanto mais sucção (correta) houver, mais leite você vai produzir e assim, haverá fartura! 

Durante a gestação o nosso corpo 'prepara o terreno' para a produção do leite. Os hormônios 'bombam' o tecido glandular, fazendo com que ele se desenvolva e as mamas cresçam. E logo após o parto, eles enviam o comando de que já está na hora de começar a fabricação. 
Na base do nosso cérebro existe uma glândula chamada Pituitária, que é a responsável pela produção da Prolactina, o hormônio que estimula as glândulas a produzirem o leite. Quando o bebê suga o seio, ele ativa as terminações nervosas do mamilo. Esse estimulo é conduzido até o cérebro (glândula pituitária), que inicia a produção da prolactina que, por sua vez, através da corrente sanguínea, vai chegar até as mamas e produzir o leite. Então grava o esquema: SUCÇÃO - CÉREBRO - PROLACTINA - SANGUE - MAMAS - LEITE. Isso é um reflexo ao estímulo e vai fazer com que você renove o seu estoque de leite para a próxima mamada. Sacou? 
Então, eu volto a afirmar: QUANTO MAIS O SEU BEBÊ SUGAR, MAIS LEITE VOCÊ TERÁ.

"É muito importante entender o efeito da sucção na produção de leite. Quanto mais sucção, maior a quantidade de leite produzido. Se a criança pára completamente de sugar ou se nunca começa, as mamas param de produzir leite. Se a mulher tem gêmeos e ambos sugam, suas mamas produzirão a quantidade extra de leite de que as duas crianças precisam. Isso é chamado oferta e procura. As mamas produzem tanto leite quanto a criança precisa. Se a mãe quer aumentar a oferta de leite, deve estimular a criança a sugar um maior número de vezes e por mais tempo. NÃO deve perder uma mamada para “economizar” leite- isto fará com que as mamas produzam menos". (F. Savage King).

Agora você me pergunta: "Mas e aquela pressão que eu sinto nos seios quando o meu bebê está mamando? O que é?"

Pois bem, essa pressão é a hora em que o leite está descendo para ser ejetado pelas mamas. Não raramente, a gente vê uns jatos bem fininhos saindo, como um chafariz.
 Essa contração das pequenas células musculares, que ficam ao redor do nosso tecido glandular, é provocada por um outro hormônio muito importante chamado Ocitocina, o famoso hormônio do amor. Ele, por sua vez, também é produzido na glândula pituitária, porém na sua parte posterior (enquanto a prolactina é produzida na parte anterior). E rola aquele mesmo esqueminha a partir do estímulo da sucção do bebê (sucção - cérebro - ocitocina - sangue - mama - leite saindo).

A ocitocina atua enquanto o neném está mamando e, por provocar a descida do leite, ela auxilia na quantidade necessária do "líquido perfeito", promovendo a nutrição ideal. 
Somente com a sucção a criança dificilmente consegue se alimentar o suficiente, por isso, é necessário que ocorra a ejeção simultânea, para que haja leite em abundância. Nosso corpo é realmente perfeito, não é? 

Agora, se liga em algumas coisas que você precisa saber sobre a Ocitocina:
Sua produção está diretamente ligada aos nossos sentimentos e pensamentos, ou seja, seu reflexo pode ser inibido por um simples nervosismo, tristeza ou preocupação. Sendo assim, NÃO SE BOICOTE
Sinta o amor no seu coração e exale carinho para o seu filhote. 
Crie e amadureça o vínculo.

IMPORTANTE: 
Se você está produzindo mais leite do que o seu filho precisa, pense em retirar essa produção extra, com uma bombinha, ou manualmente se preferir, para não haver empedramentos ou obstruções desagradáveis. E se na sua cidade tiver um banco de leite, que tal fazer umas doações e ajudar outros bebês? 👍

Acreditem SEMPRE no poder que seus corpos têm de nutrir perfeitamente os seus filhos e aproveitem cada segundo. 
Amamentar, além de fundamental para a saúde de ambos, é uma prova inigualável de amor. E se você está detectando algum problema ou dificuldade, procure ajuda. 

Aos poucos vou escrevendo mais sobre esse tema que é tão abrangente e tão importante.

Um grande beijo e até a próxima postagem.
Namastê.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Quem tem medo das fraldas de pano?

(Arquivo pessoal Matrem)

Há quem morra de desgosto quando ouve uma mãe dizer "eu uso fraldas de pano no meu filho". A cabeça começa a formigar com imagens de cocôs gigantes que nunca desgrudam, manchas eternas, tanque lotado até a alma, sol para quarar, pilhas e mais pilhas de fraldas para passar, alfinetes assassinos, fitas crepes..... CORTA! E rapidamente, para não deprimir e aliviar o estresse psicológico, surge a imagem de uma fralda "high tech" com absorção 12h, sensação seca e que é só enrolar e jogar no lixo. Claro que a segunda opção é mais atrativa. Mas, nem tudo que reluz é ouro e nem tudo que facilita a sua vida é maneiro e moderno. 
Estamos numa Era em que, ser moderno é ser, dentre outras coisas, sustentável, ecologicamente correto, levar uma vida saudável e saber se destacar sem ser "over". E as fraldas de pano modernas são tudo isso. Cheias de charme e de vários modelos, cores e estampas, elas são fabricadas em diferentes tipos de tecidos, possuem absorventes super potentes, "liners" biodegradáveis e ainda compõem o visual do seu baby de uma forma super descolada. 
Esqueça tudo aquilo que você, um dia, aprendeu sobre as fraldas de pano e se liga: elas podem ser classificadas em diurnas, noturnas, de banho e de treinamento; são laváveis à máquina, não necessitam de muito sabão e não precisam ser passadas. Ficou chocada? 
Então leia mais essa: as fraldas de pano modernas também são fabricadas em tamanho único e podem ser usadas desde o nascimento até o desfralde. Caiu dura né? Agora pensa na economia que isso vai te garantir.
Em média, um bebê gasta 5.500 fraldas desde o nascimento até o desfralde. Cada fralda descartável custa em média R$ 0,70. Fez as contas? Pesado né? Agora, pra encerrar, pense pra onde essa fraldaiada vai... Bom, essa nem eu sei, já que elas não se decompõem no meio ambiente e não possuem um local apropriado de destino. 
Conheci as fraldas de pano em um curso para gestantes que participei no Rio de Janeiro e a partir daquele dia, decidi que o meu filho as usaria. Elas são fofas, confortáveis e me geraram um custo médio de R$ 800,00 (incluindo capas que servirão até o desfralde e ainda serão aproveitadas para o próximo filho, fraldas de pano comuns e absorventes). 
Os tecidos das fraldas de pano modernas se utilizam de tecnologia, são de lavagem fácil e, assim como as fraldas descartáveis, também têm a função "seca", onde o neném não sente a umidade do xixi, e ainda possuem "liners", que são paninhos que bloqueiam a passagem de sólidos e podem ser biodegradáveis, ou seja, você pode jogar no vaso e dar a descarga tranqüilamente. Algumas fraldas são feitas com tecidos mais leves e respiráveis, outras com tecidos mais grossos e absorventes para o período da noite, outras com lycra e dryfit para praia e piscina, e TODAS as opções dispensam o uso de pomadas preventivas de assaduras, pois, ao contrário das descartáveis, não absorvem a umidade natural da pele do bebê. (Opa, vejo mais uma economia). 
Elas vêm com diferentes apresentações: somente capa, capa com bolso (pocket) e com ajustes de botões, elásticos ou velcro. Os recheios e absorventes também são de diferentes materiais e números de camadas, o que pode facilitar a vida da mamãe que precisa de "determinada função naquele momento". Um bebê que já está em fase de desfralde, por exemplo, necessita de boa absorção, mas também precisa sentir que está molhado para entender o processo. Já no neném menorzinho, que dorme bastante e precisa de um conforto maior, a mamãe pode optar por absorventes com cobertura seca como o "soft", por exemplo. Mas, Juliana, e o cocô molinho do neném que ainda não come e só mama, como é que a gente faz pra tirar do tecido? Pois bem, esses absorventes e capas são de fácil remoção residual, ou seja, por mais que o cocô penetre no tecido, ele não vai manchar e nem vai ficar por ali forever. E quando o seu baby já estiver na fase dos sólidos essa etapa passa e fica tudo ainda mais fácil! Dica preciosa: tire o excesso do cocô com água morna ou em água corrente, deixando penetrar bem no tecido. E depois, quando for tudo pra máquina, vai sair limpinho como novo. Mas, Ju, as fraldas de pano gastam muita água e sabão. Aí fugimos do "ecologicamente correto"! NANANINANÃO!!!! Você já pensou no quanto de água é necessário para se fazer fraldas descartáveis??? Pode apostar que nem se compara aos litros que você vai deixar escapar da sua máquina em uma semana. Em relação ao sabão: 1 colher de sopa de sabão de coco em pó é o suficiente para uma "maquinada" de fraldas e roupinhas. 
Bom, sigamos em frente. Quanto à escolha dos absorventes, eu ainda prefiro usar como recheio das capas as fraldas de pano comuns, tipo Cremer e acrescentar, de acordo com a necessidade, os absorventes e liners. Elas deixam o bumbum respirar bem e, na minha opinião, são bem fáceis de limpar. Podem me chamar de doida, mas tenho o maior prazer em lavar na mão as fraldas do Joaquim. E quando, por um acaso, fica alguma manchinha, coloco um pouquinho de bicarbonato de sódio e deixo 10 minutinhos no sol. É tiro e queda. 
Mas, olha, tirem da cabeça que fralda de pano dá trabalho! Assim como muita coisa na vida, elas também evoluíram. E, se houver uma rotina de lavagem, é só juntar as fraldinhas sujas em um lugar separado (diferenciando as de xixi das de cocô) e depois colocar na máquina junto com as roupinhas do seu filhote. E isso não é ficar horas com o umbigo no tanque esfregando pano. Afffff! 

(Arquivo pessoal)
E para as mães que, como eu, gostam de fazer os "origamis" de fralda para vestir por baixo das capas, podem aposentar os seus alfinetes e fitas crepe, pois os "Snappis" vieram para fazer dessa tarefa algo beeeem mais prático! Viu? Não é um bicho de 7 cabeças! E os bumbuns além de ficarem saudáveis e longe das assaduras, estão sempre muito lindos! 
Espero que tenham entendido um pouco sobre as fraldas de pano modernas. 
Aqui em casa a gente usa e aprova! 

E para quem se interessar, segue o link da loja onde comprei a maioria das fraldinhas do Joaquim:  http://www.chiquitabakana.iluria.com/
Vocês também podem encontrar fraldas fofas e outros produtos em: http://www.espacomamifera.com.br/.

Boa noite! 
Namastê. 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Teoria da extero-gestação.

(Arquivo pessoal Matrem)

Na útima segunda feira, quando fui ao programa Raízes do meu amigo Carlão, falei de forma bem genérica acerca da extero-gestação e, depois, algumas mamães me cobraram uma postagem, aqui no blog, que explicasse melhor do que isso se trata. Pois vamos a ela. 
Descobri um texto traduzido que explica, de forma didática, algumas técnicas que fazem parte dessa teoria. A fonte desse texto foi o documentário"The happiest baby on the block" (O bebê mais feliz do pedaço), que eu também assisti durante um curso que participei no Rio e amei.
Praticamos aqui em casa com o Joaquim e foi sucesso total!

(Na foto: Joaquim no seu "wrap sling", passeando no auge dos seus 2 meses. Aderimos o sling logo na primeira semana de nascido e até hoje, aos 8 meses e pesando 9,5kg, ele ama slingar, assim como a mamãe). 

"Os bebês humanos estão entre os mais indefesos de todos os  mamíferos. Por causa do maior tamanho do cérebro e do fato de que o tecido nervoso necessita de mais calorias para se manter do que qualquer outro, grande parte do alimento ingerido é gasto em prover nutrição e calor para as células nervosas.
Mais  significante é o fato de que nossos bebês necessitam nascer mais cedo do que deveriam, com seus cérebros ainda não totalmente desenvolvidos. Se o bebê humano nascesse já com o sistema nervoso central amadurecido, sua cabeça não passaria pela pelve estreita da mãe no momento do parto.
Ao contrário de outros mamíferos, como girafas e cavalos, o recém-nascido humano é incapaz de andar por um longo período após o nascimento, porque lhe falta o aparato neurológico maduro para tanto. O custo primal de ter um cérebro grande é que nossos filhotes nascem extremamente dependentes e em necessidade constante de cuidado.

O crescimento do nosso cérebro após o nascimento é mais rápido do que o de qualquer outro mamífero e segue neste ritmo por 12 meses.  A seleção natural demanda que pais humanos cuidem de seus filhos por um longo período e que os filhos dependam dos pais. Esta necessidade mútua traduz-se em um estado emocional chamado “apego”.
Em algumas culturas, como na tribo !Kung, bebês raramente choram por longos períodos e não há sequer uma palavra que signifique “cólica”. As mães carregam os bebês junto ao corpo, com um aparato semelhante a um “sling”, mesmo quando saem para a colheita. A relação mãe-bebê é considerada sacrossanta, eles permanecem juntos o tempo todo. O bebê tem livre acesso ao seio materno e vê o mundo do mesmo ponto de observação que sua mãe. 
Nossa cultura ocidental não permite um estilo de vida idêntico ao de tribos primitivas, mas podemos tirar lições valiosas sobre como ajudar nossos bebês na adaptação à vida extra-uterina. 
Nos primeiros 3 meses de vida, o bebê humano é tão imaturo que seria benéfico a ele voltar ao útero sempre que a vida aqui fora estivesse difícil. É preciso compreender o que o bebê tinha à sua disposição antes do nascimento, para saber como reproduzir as condições intrauterinas. 
O bebê no útero fica apertadinho, na posição fetal, envolvido por uma parede uterina morninha, sendo balançado para frente e para trás a maior parte do tempo. Ele também estava ouvindo constantemente um barulho "shhhh shhhh", mais alto que o de um aspirador de pó (o coração e os intestinos  da mãe).
A reprodução das condições do ambiente uterino leva a uma resposta neurológica profunda "o reflexo calmante". Quando aplicados corretamente, os sons e sensações do útero têm um efeito tão poderoso que podem relaxar um bebê no meio de uma crise de choro. 

Os 5 métodos para acalmar um bebê até 3 meses de idade são extremamente eficazes SOMENTE quando executados corretamente. Sem a técnica correta e o vigor necessário, não adiantam em nada.

1. Pacotinho ou casulo (embrulhar o bb apertadinho)

A pele é o maior órgão do corpo humano e o toque é o mais calmante dos cinco sentidos. Embrulhadinho, o bebê recebe um carinho suave. Bebês alimentados, mas nunca tocados, freqüentemente adoecem e morrem. Estar embrulhadinho não é tão bom quanto estar no colo da mãe, mas é um ótimo substituto para quando a mãe não está por perto. Bebês podem ser embrulhados assim que nascem. Apertadinhos, de forma que não mexam os braços.  Eles se sentem confortáveis, "de volta ao útero". Bebês mais agitados precisam mais de ser embrulhados, outros são tão calmos que não precisam.  

Se o bebê tem dificuldade para pegar no sono, pode ser embrulhado apertadinho, não é seguro colocar um bebê para dormir com um cueiro solto. Não permita que o cueiro encoste no rosto do bebê. Se estiver encostando, o bebê vai virar o rosto procurando o peito, ao invés de relaxar. 

Todos os bebês precisam de tempo para espreguiçar, tomar banho, ganhar uma massagem. 12-20 horas por dia embrulhadinho não é muito para um bebê que passava 24 horas por dia apertadinho no útero. Depois de 1 ou 2 meses, você pode reduzir o tempo, principalmente com bebês tranqüilos e calmos. 

2. Posição de Lado 

Quanto mais nervoso seu bebê estiver, pior ele fica quando colocado sobre as costas. Antes de nascer, seu bebê nunca ficou deitado de costas. Ele passava a maior parte do tempo na posição fetal: cabeça para baixo, coluna encolhida, joelhos contra a barriga. Até adultos, quando em perigo, inconscientemente escolhem esta posição. 

Segurar o bebê de lado ou com a barriga tocando os braços do adulto ajuda a acalmá-lo (a cabeça fica na mão do adulto, o bumbum encostado na dobra do cotovelo do adulto, com braços e pernas livres, pendurados). Carregar o bebê num sling, com a coluna curvada, encolhidinho e virado de lado, tem o mesmo efeito. Atualmente especialistas são unânimes em dizer que bebês NÃO DEVEM SER POSTOS PARA DORMIR DE BRUÇOS, pelo risco de morte súbita. 

O bebê não sente falta de ficar de cabeça para baixo, como no útero, porque na verdade o útero é cheio de fluido e o bebê flutua, como se não tivesse peso algum. Do lado de fora, sem poder flutuar, virado de cabeça para baixo, a pressão do sangue na cabeça é desconfortável. 

3. Shhhh Shhhh - O som favorito do bebê 

O som "shhh shhh" é parte de quem somos, tanto que até adultos acham o som das ondas do mar relaxante.  Para bebês novinhos, "shhh" é o som do silêncio. Ele estava acostumado a ouvir tal som 24 horas por dia, tão alto quanto um aspirador de pó. Imagine o choque de um bebê acostumado a tal som o tempo todo chegando a um mundo onde as pessoas cochicham e caminham na ponta dos pés, tentando fazer silêncio!

Coloque sua boca 10-20 cm de distância dos ouvidos do bebê e faça "shhh", "shhh". Aumente o volume do "shh" até ficar tão alto quanto o choro do bebê. Pode parecer rude tentar "calar" um bebê choroso fazendo "shh", mas para o bebê, é o som do que lhe é familiar. 

Na primeira vez fazendo "shhh", seu bebê deve calar pós uns 2 minutos. Com a prática, você será capaz de acalmar o bebê em poucos segundos. É ótimo ensinar isso aos irmãos mais velhos, que adorarão poder ajudar e acalmar o bebê. 

Para substituir o "shhh", pode-se ligar:
- secador de cabelos ou aspirador de pó
- som de ventilador ou exaustor
- som de água corrente
- um CD com som de ondas do mar
- um brinquedo que tenha sons de batimentos cardíacos
- rádio fora de estação ou babá eletrônica fora de sintonia
- secadora de roupas ligada com uma bola de tênis dentro
- máquina de lavar louças
- O barulho do carro ligado também acalma a criança. 

"A vida era tão rica no útero. Rica em sons e barulhos. Mas a maior parte era movimento. Movimento contínuo. Quando a mãe senta, levanta, caminha e vira o corpo - movimento, movimento, movimento." (Frederick Leboyer, Loving Hands) 

Quando pensamos nos 5 sentidos - visão, audição, tato, paladar e olfato - geralmente esquecemos o sexto sentido. Não é intuição, mas a sensação de movimento no espaço. Movimento rítmico ou balanço é uma forma poderosa de acalmar bebês (e adultos). Isso porque o balanço imita o movimento que o bebê sentia no útero materno e ativa as sensações de "movimento" dentro dos ouvidos, que por sua vez ativam o reflexo de acalmar. 

4. Como balançar ?

1. Carregando o bebê num "sling" ou canguru;
2. Dançando (movimentos de cima para baixo);
3. Colocando o bebê num balanço;
4. Dando tapinhas rítmicos no bumbum ou nas costas;
5. Colocando o bebê na rede;
6. Balançando numa cadeira de balanço;
7. Passeando de carro;
8. Colocando o bebê em cadeirinhas vibratórias (próprias para isso);
9. Sentando com o bebê numa bola inflável de ginástica e balançando de cima para baixo com ele no colo;
10. Caminhando bem rapidamente com o bebê no colo.  

Quando balançar o bebê, seus movimentos devem rápidos mas curtos. A cabeça do bebê não fica sacudindo freneticamente. A cabeça move no máximo 2-5 cm de um lado para o outro. A cabeça está sempre alinhada com o corpo e não há perigo de o corpo mover-se numa direção e cabeça abruptamente ir na direção oposta. 

5. Sucção 

No útero, o bebê está apertadinho, com as mãos sempre próximas ao rosto, sugando os dedos com freqüência. Quando nasce, não mais consegue levar as mãos à boca. A sucção não- nutritiva é outra forma de acalmar o bebê.
A amamentação em livre demanda não é recomendada somente para garantir a nutrição do bebê e a produção de leite da mãe, mas também para suprir a necessidade de sucção não-nutritiva. Alguns especialistas orientam às mães a darem chupetas para isso, mas ainda que a chupeta seja oferecida ao bebê, não deve ser introduzida nas 6 primeiras semanas de vida, quando a amamentação ainda está sendo estabelecida. Há sempre o risco de haver confusão de bicos e o bebê sugar o seio incorretamente.  

É importante lembrar que o bebê nunca chora à toa. O choro nos primeiros meses de vida é a única forma de comunicar que algo está errado. Ainda que ele esteja limpo e bem alimentado, muitas vezes chora por necessidade de aconchego e calor humano. Por isso, falar que bebê novinho (recém nascido até 3 meses ou mais) faz manha (no sentido de chorar para manipular "negativamente" os pais) não tem sentido. Bebês novinhos simplesmente não tem maturidade neurológica para tanto".

Texto traduzido por Flavia Mandic
Bibliografia: The Happiest Baby on The Block, Dr. Harvey Karp, Bantam Dell, 2002. New York. Our Babies, Ourselves: How Biology and Culture Shape the Way We Parent, Meredith F. Small, Anchor Books, 1998. New York.

Boa Noite!
Namastê. 

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Música, voz e gravidez.


Muitas mamães já ouviram dizer que música faz bem ao bebê desde a fase uterina, mas por quê? 
Eu, como cantora e mãe, não poderia deixar de escrever sobre esse assunto e também deixar registrada a minha experiência. 
Todos nós sabemos que música é um santo remédio para muitas coisas, principalmente as relacionadas ao coração e ao cérebro. Quem nunca se arrepiou ouvindo um acorde, ou se emocionou ouvindo uma letra que falava tudo aquilo que você estava sentindo naquele momento? Música remexe com os sentimentos mais profundos e memórias mais íntimas do ser humano. Concordam? E com os bebês não é nem um pouquinho diferente. 
Por volta da 16ª semana de gestação, a audição do feto já foi despertada como primeiro sentido e os sons começam a ser percebidos. Com 20 semanas ele já vai começar a reagir a esses sons e lá pelas 25 semanas, mais ou menos, o seu bebê já é capaz de reconhecer diferentes formas sonoras. E, provavelmente, a sua voz será a primeira coisa que ele vai identificar. 
A voz materna, o timbre, a doçura, a vibração que ela gera dentro do corpo, tudo isso faz com que o bebê fique tranquilo e se sinta seguro. Por isso que conversar com o seu neném, ainda na barriga, ou cantar pra ele faz com que o vínculo entre vocês se fortaleça e as atividades cerebrais do seu filhote aumentem. Músicas que são do seu agrado, mamãe, também servem para vivenciar esse momento e tudo isso que você fizer também irá refletir na sua qualidade de vida. Como? Aliviando sintomas de possíveis depressões e ansiedades. 
A harmonia das músicas para essa finalidade é de extrema importânica! Quanto mais melódica for a música melhor. Melodias calmas, sem muitas variações sonoras, trasmitem bem estar e equilíbrio. E ATENÇÃO: grávidas devem SEMPRE ouvir músicas por PRAZER e não porque "dizem" que faz bem, ok? Se você está ouvindo determinado tipo de música que não te agrade, mas que a "sua vizinha" disse que vai acalmar o seu bebê, pode desligar o seu som e rever isso aí! Se você não gosta, seu bebê também não vai gostar, pois ELE É VOCÊ, e tudo que se é sentido é compartilhado. 
Ouvir músicas que te fazem ficar em êxtase reflete na liberação de determinados hormônios, como a endorfina e a dopamina, que estão diretamente ligados ao sentimento de prazer. Além disso, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Maryland publicaram em 2008, um estudo que afirma que música faz bem ao coração (mais que relaxar e rir), pois reflete no sistema cardiovascular, promovendo vasodilatação (benéfica) e aumentando o fluxo sanguíneo em determinadas áreas. E isso se prolonga ao seu bebê.
Agora, vocês têm alguma dúvida de que música é tudo de bom? Eu não tenho!
Durante toda a minha gestação mantive minha rotina de shows e de canto no dia a dia e, hoje, sei o quanto isso foi bom para o Joaquim. Quando eu cantava determinadas músicas que me emocionavam, era como se ele embarcasse comigo. Seus movimentos me diziam se ele estava em sintonia ou não. Confesso que eu não ouvi músicas clássicas, pois não me tocam muito facilmente, mas abusei dos sons da natureza, principalmente na hora de me deitar para dormir. E, quando não estou cantarolando, é exatamente com esses sons que o meu filho adormece todos os dias. 
Os bebês quando nascem trazem consigo a memória das músicas e sons que ouviam quando estavam ainda no útero e, por isso, muito deles, como o Joaquim, quando ouvem determinada canção, se sentem tranquilos e seguros. 
Então, mamães, sendo cantoras ou não, tendo afinação, ou não, cantem para seus filhos. Conversem com eles, escolha músicas lindas... 
Não se prive do prazer de ter um filho sensível e apaixonado por você. 

Muita música e amor.
Namastê.

sábado, 26 de abril de 2014

"Seu filho dorme na sua cama? Que absurdo!" Reflexões sobre Cama compartilhada.


Abrirei os serviços com a seguinte citação:

"Muitas vezes eu me sinto ridículo por dar meu selo de aprovação para algo que é, na verdade, uma coisa tão natural. É como reinventar a roda e exaltar suas virtudes. Será que a intuição dos pais está tão desacreditada que um homem estranho teve que dizer às mulheres modernas que é perfeitamente normal dormir com seus bebês?"


(Dr. William Sears - Pediatra Norte americano disseminador do Attachment Parenting - o que conhecemos, aqui no Brasil, como Criação com apego).


Então, meus queridos! Por que tanta polêmica acerca de uma coisa tão milenarmente natural? 
O bicho homem, com o passar dos séculos e hoje, das horas, foi perdendo a sua capacidade instintiva. A capacidade de CUIDAR de verdade. Pois é, o povo esquece que é bicho e fica cheio "Kaô" na hora de criar os filhos. 
ACORDEM, MEUS QUERIDOS! 
Além da vida passar rápido e os filhos crescerem na velocidade da luz, dormir pertinho de quem se ama é a melhor coisa do mundo! E aí, eu pergunto aos papais e mamães de plantão: vocês dormem separados um do outro? Não né? Bate aquele vazio quando um dos dois viaja e a cama fica incompleta... Não é mesmo? Pois bem, por que deixar que o seu bebê durma sozinho se, por nove meses ele ficou coladinho com a sua mamãe, protegido e muito quentinho e confortável? Já pensou no medo que ele pode sentir ao acordar e não ver o seu porto seguro?
Eu teria um milhão de perguntas a fazer, mas acredito que só estas já bastam pra começarmos a refletir. 

Dizer que dormir com o seu bebê não é seguro, que ele pode sofrer da tal Síndrome de Morte Súbita Infantil (SMSI) é conversa fiada de algumas organizações médicas para desencorajar os pais a praticarem a cama compartilhada. Baseado em que os pesquisadores podem afirmar que isso aumenta essa probabilidade? Muito pelo contrário! Em culturas onde essa prática é super comum os índices de SMSI são infinitamente menores e até inexistentes. Lembrem-se: pais INFORMADOS não caem nessa e sabem que bebês têm necessidades de ALIMENTAÇÃO e CONTATOS NOTURNOS que só quando se dorme juntinho podem ser plenamente atendidos. 

Mas, afinal, o que é CAMA COMPARTILHADA (Co-sleeping)? 
Tem gente que só de ouvir essa expressão já se treme todo e começa a piscar de nervoso! rss
Mas vou responder a essa pergunta com uma passagem do texto do colega Thiago Queiroz (papai super apegado), criador do Blog "Paizinho vírgula!"

"Muitos termos relacionados ao sono dos bebês são usados de modo intercambiável, o que pode causar confusão. A API (Attachment Parenting International) usa as seguintes definições:


  • Co-sleeping refere-se a dormir a uma “distância próxima”, o que significa que o filho está dormindo em uma superfície diferente, mas no mesmo quarto dos pais. Isto inclui o uso de berços de vime, moisés, ou berço-cama (um berço com apenas três paredes, anexado à cama dos pais, onde a quarta parede não existe, permitindo acesso livre dos pais diretamente da cama). Para filhos mais velhos, isto pode ser dormir em uma cama separada no mesmo quarto dos pais, ou dois ou mais irmãos mais velhos dormindo juntos em um quarto separado dos pais.
  • Cama Compartilhada, também chamada de “cama familiar”, descreve um arranjo de sono onde os membros da família dormem na mesma superfície. Esta prática é recomendada apenas para famílias que amamentam usando as Diretrizes de Sono Seguro da API.

ROTINAS NOTURNAS

  • Independente dos arranjos de sono, as rotinas noturnas frequentemente ajudam todos a se relaxar depois de um dia atribulado, e a estabelecer hábitos de sono mais saudáveis
  • Experimente encontrar a rotina que funciona melhor para o seu filho e lembre-se que qualquer rotina noturna pode levar 30 minutos, ou uma hora, ou mais
  • Tenha em mente que as rotinas de sono mudam ao longo do crescimento e amadurecimento do seu filho. Mantenha o senso de humor e seja flexível
  • Ajude o seu filho a aprender a confiar no seu próprio corpo quando ele estiver cansado, reconhecendo sinais de cansaço, e não forçando ele a dormir quando não estiver cansado, ou tentando mantê-lo acordado quando ele estiver cansado, só para cumprir a rotina
  • Quando a hora chegar do seu filho fazer a transição para sua própria cama, assegure que a transição seja gentil e que os pais respondam a quaisquer sentimentos de medo ou tristeza experimentados pela criança
  • As crianças mais jovens, que têm sua própria cama, tendem a dormir melhor quando os pais deitam com elas em suas camas até que elas fiquem bem sonolentas, ou até que elas durmam. As crianças crescem e dispensam esta necessidade quando estiverem prontas e irão alegremente dormir por conta própria
  • Crianças mais velhas podem ainda apreciar um breve aconchego com seus pais antes de irem para a cama
  • Nem a criação, nem a cama compartilhada precisam desencorajar a intimidade; com um pouco de criatividade, incluindo momento e local certo, o casal pode garantir que a intimidade não seja atrapalhada indevidamente por casa do novo bebê".
(pra quem quiser conhecer o blog do Thiago: http://paizinhovirgula.com/)

A prática da cama compartilhada é saudável pra toda a família. Não só pelo fato de os filhos se sentirem acolhidos, protegidos e felizes, mas também pela cumplicidade e respeito que se cria através do conhecimento mútuo. 
Como eu disse lá em cima, um bebê precisa se sentir próximo à mãe. Seu alimento precisa chegar rápido para que não haja necessidade de choros. A mamãe deve estar perto para detectar qualquer comportamento estranho e agir rapidamente, se necessário, além de atender às necessidades de afeto do seu anjinho que, certamente, vai acordar pra ter certeza de que você está ali, protegendo e cuidando dele. Isso vai fazê-lo crescer confiante, saudável emocionalmente e conectado à família. 
Não tenhamos medo de voltar às origens da criação e praticar o que, por instinto, sempre deu certo em todas as espécies. 
Criar os filhos pode ser difícil sim e sempre haverão muitos dedos apontando em nossa direção, mas com DECISÃO, INFORMAÇÃO e AMOR, o sucesso é sempre garantido. 
Portanto, amigos apegados e conscientes, continuem no caminho que acreditam ser o melhor para seus filhos e nunca deixem faltar afeto e diálogo. 

E, só pra constar, aqui em casa dormimos todos no mesmo quarto e o Joaquim, no auge dos seus 8 meses dorme conosco quando quer ou precisa. Enquanto eu escrevia essa postagem ele dormia deliciosamente ao meu lado pousando sua mãozinha na minha perna. Acordou, olhou pra cima, viu que estava "tudo sob controle" e voltou a dormir com um beijinho da mamãe. Tem coisa melhor?

Compartilhar a cama é compartilhar os SONHOS. 

Um super beijo.
Namastê. 

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Bebê amarelado...e agora???


Olá mamães, resolvi fazer essa postagem, pois estou passando por isso e achei legal compartilhar.
Há um tempinho venho percebendo que o meu Joaquim está com as mãozinhas, pés e "abinhas" do nariz amarelados. E como toda mãe de primeira viagem, me preocupei... mas não me desesperei. Não sou dessas que fica cheia de neura achando que o filho tá com alguma doença grave, rsss. O que eu fiz? Fui me informar! Claro! E constatei que isso estava ligado à alimentação. 
Desde sempre reparo que o meu baby tem uma predileção por alimentos do grupo Amarelo/Laranja como cenoura, batata barôa, abóbora, mamão e laranja. Ou seja, alimentos ricos em beta-caroteno. E esses alimentos, quando ingeridos frequentemente pelos bebês, pode ocasionar uma mudança na coloração da pele, o que chamamos de carotenemia.
A carotenemia não é uma doença e está longe de ser algo que prejudique a saúde dos pequenos. É simplesmente uma concentração de beta-caroteno no tecido subcutâneo, o que deixa, em especial as áreas com peles mais fininhas,(palma da mão, planta dos pés, nariz) com um tom amarelado mais evidente, como está acontecendo com o Joaquim. O beta-caroteno é uma substância (vitamina) que se diliu em contato com a gordura do corpo (ela é lipossolúvel), e como nossa pele também possui gordura, a vitamina se deposita ali, ficando bastante aparente.

Então mamães, não confundam essa pele amarelada com a coloração característica de alterações do fígado. Doenças hepáticas vêm acompanhadas de olhos amarelados. E se os do seu bebê estão assim, procure o pediatra, pois, pode ser uma Icterícia. "Caraca ju, mas que troço é esse"? É o seguinte, nosso sangue também é composto de bilirrubina e essa, por sua vez, deve ser capturada pelo fígado e eliminada pela visícula. Quando isso não acontece com plenitude no nosso organismo, essa bilirrubina se acumula no sangue e também se deposita na pele. 
Esse tipo de icterícia também não é considerado uma doença e é mais comum em bebês prematuros, aparecendo logo no terceiro ou quarto dia de vida, podendo, no entanto, regredir espontaneamente em torno do décimo dia. Poréeeemmmm....caso a coloração permaneça é necessário que se faça um tratamento e se abra bem os olhos, mamães! A bilirrubina, acima de certos limites, pode acumular-se no cérebro do bebê e trazer danos irreversíveis ao sistema nervoso, prejudicando o desenvolvimento do seu filhotinho. Esse caso, em especial, é mais raro, mas merece cuidado redobrado.
Existem outros tipos de Icterícia, como a ocorrida por incompatibilidade de grupo sanguíneo, que é a mais grave e aparece logo no primeiro dia de vida. Mas disso podemos falar em outra postagem.

Então, entenderam a diferença ou compliquei a vida de vocês? Rss.

Pois bem, o indício básico que faz as duas coisas serem visivelmente diferentes é a coloração do globo ocular. Se estiver tudo branquinho, como de costume, não é necessário que se arranque nem um fiozinho de cabelo e muito menos correr pra emergência pediátrica. 

Se alguma de vocês verificar que o lance é mesmo o excesso de beta-caroteno (Carotenemia) é só diminuir a frequencia desses alimentos amarelos e laranjas. E lembrem-se: o aleitamento materno é SEMPRE o melhor para o seu bebê. Só o interrompa com indicação médica, e mesmo assim, que seja baseada em evidências científicas!

Um beijão.
Namastê. 

Sobre banhos de balde.

(Arquivo Pessoal Matrem)


Os banhos de balde são uma opção incrível para os bebês e ainda trazem muitos benefícios. 
Imagine voltar ao útero materno, lugar onde recentemente você se sentia protegido e muito feliz... Pois bem, é assim que os nossos gostosinhos se sentem ao entrar num balde com uma água bem morninha, onde a posição da imersão é igualzinha à que eles ficavam em nossas barrigas. Ahhhh que delicia... As condições estão perfeitas pra dar aquela relaxada. 
Banhar os bebês no balde é sinônimo de alívio das cólicas, segurança, estímulo de independência, acolhimento e um soninho garantido como bônus. E por esses motivos, ele é super indicado desde recém nascido, pois ajuda o novo integrante da família a se adaptar com mais facilidade e menos traumas a esse mundo "fora do útero da mamãe". Isso é um dos motores da "extero gestação", que se estende até o terceiro mês de vida e consiste em manter as condições uterinas aqui, do lado de cá do mundo (os slings também se encaixam nisso e falarei sobre eles em outra postagem). 
Para fazer o banho não é necessário que se tenha um balde especial. Basta um balde comum, que seja esterilizado e de uso exclusivo do bebê. A água, por sua vez, deve beirar a temperatura do nosso corpo, ou seja, quentinha, e o ideal é que fique na altura do peitinho do baby. As perninhas devem ficar em posição de lótus, como um budinha. (Mas lembrem-se, o neném deve estar justinho, seguro, nunca apertado e sem mobilidade. Quando sentir que o balde já está ficando pequeno, troque por um maior).

Bom, e para esse banho ficar ainda mais relaxante, vale colocar umas ervas aromáticas ou óleos essenciais naturais que possam ser usados em bebês. 

Então é isso mamães! Aproveitem os benefícios dessa gostosura e garantam felicidade e fotos bem divertidas. 

Namastê! 

(Na foto do post: meu filho Joaquim aos 4 meses e super independente).

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Carta para Joaquim.

(Arquivo pessoal Matrem)

Inicio as postagens neste blog com uma carta que redigi em 6 de Agosto de 2013, quando estava no finalzinho da minha gestação. 
Acredito que muitas gestantes adorariam dizer algumas palavras para seus filhos que ainda chegarão. 
Quem sabe aqui não encontram um incentivo?

"Filho,
está chegando a hora.
E eu não sei o que o futuro nos reserva.
Você ainda está aqui dentro, na minha barriga e, embora esteja pronto para sair e fazer parte desse mundo doido, não sabemos nada ainda um do outro. 
Adoro sentir você no meu ventre, se ajeitando da sua maneira gentil e doce. Seus soluços, que me mostram a sua total capacidade de respirar quando chegar, são tão frequentes que, as vezes, me confundo e me pergunto se realmente está tudo bem. Minha barriga fica dando pequenos "pulinhos" que acompanham cada soluço, compassadamente. É engraçado...
Estou tão ansiosa e animada para te conhecer, te pegar em meus braços e sentir o seu cheirinho gostoso de amor. EU TE AMO TANTO, MEU FILHO!
A notícia da sua existência entre nós foi das mais felizes do mundo. Você, desde o início de tudo, foi muito amado e desejado!! Nunca duvide do nosso amor por você!!
Eu e o seu pai estamos nos preparando muito pra sua chegada. Suas roupinhas, tão pequenas, já estão limpas e arrumadas e os nosos corações quentinhos de ternura.
Estamos buscando o melhor para o seu nascimento, por isso, optamos por ter você de forma totalmente natural, se Deus nos permitir. 
Queremos que você venha ao mundo sem traumas, com uma recepção humana e muito acolhedora. Mas, pra isso, precisamos também da sua ajuda: venha de forma gentil, como vem fazendo; entre em sintonia com a mamãe e as contrações que irão te empurrar bem forte pra baixo e pra fora. Não tenha medo!! Aproveite a força delas, meu amor! Me permita parir você com toda a minha força interior, confiança e amor! Prometo te receber com muitoooos carinhos e uma música bem bonita. 
O papai estará ao meu lado para te receber também e te dará muitos beijos e carinhos gostosos. 
Não tenha pressa para sair e nos conhecer, sabemos que você tem o seu tempo e queremos respeitá-lo. Mas quando você chegar, mostre sua lindeza e a sua saúde para que não precisemos nos afastar por longos e dolorosos instantes... quero você bem pertinho da gente. Respire para o mundo e encha o seu corpinho pequeno de oxigênio e boas vibrações!
Será o dia mais feliz e importante de nossas vidas! 
Que bom que você está chegando, meu amor! Nossa família será muito mais alegre com a sua presença. Um renascimento coletivo, pois nós também nasceremos com a sua chegada. Aprenderemos muito com você e a experiência que fatalmente trará e nos fará entender quem é esse menino lindo. 

OBRIGADA POR NOS ESCOLHER. 
Com amor e muitos carinhos

Mamãe".